Tempo de espera: Imigrantes indocumentados e as diferentes noções de tempo
25 março 2020 | Iscte

 

Resumo:

Como medem o tempo os imigrantes indocumentados durante o período em que aguardam um documento que lhes permita ter o estatuto de regularizado? Existe durante esta fase uma mesma noção de temporalidade?

Remetidos para as margens pela sua condição de irregulares, os imigrantes indocumentados sobrevivem no que consideram ser um tempo lento, gerador de ansiedade pela urgência de se documentarem e passarem ao enquadramento da imigração regular. Neste encontro, procuramos debater e analisar perspectivas simbólicas do conceito de tempo para os imigrantes indocumentados e o impacto social e emocional deste percurso até à resolução de um problema sem uma data concreta de conclusão.

 


 

 

Cecília Menduni Luís

É licenciada em Antropologia pelo ISCTE-IUL, mestre em Antropologia: Globalização, Migrações e Multiculturalismo, com uma dissertação sobre imigrantes indocumentados na cidade de Lisboa, associativismo, precariedade e economias informais. É investigadora Doutoranda Integrada no CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia e bolseira de doutoramento no ISCTE-IUL com um projecto sobre imigração indocumentada, políticas públicas, precariedade e processos de integração.

 

 

Enamul Hoque

Estudou Business Management - BSc (Hons) na Anglia Ruskin University, no Reino Unido. Veio para Portugal em 2015, onde é consultor jurídico, activista pelos Direitos Humanos e Imigração, cineasta e fotógrafo.

 

 

Dilar Cascalheira

Dilar Cascalheira é licenciada em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia – UL, e em Ciências da Comunicação pela FCSH – UNL; encontra-se no processo de elaboração da dissertação de mestrado em Filosofia, que explora a ligação entre Ética e Estética, no cinema produzido e realizado pelos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne. É investigadora associada no IFILNOVA (Instituto de Filososofia da Universidade Nova de Lisboa) desde 2017, e trabalha no projecto transnacional DIALLS – Dialogue and Argumentation for Cultural Literacy Learning in Schools, no qual participam investigadores e professores de sete países diferentes, empenhados na criação de um programa de aprendizagem de literacia cultural, que apoie jovens e crianças na formação e desenvolvimento de aptidões e competências necessárias ao diálogo intercultural, compreensão mútua e acolhimento da diversidade cultural. Trabalhou durante vários anos em IPSS e escolas públicas, enquanto psicóloga clínica. Os seus principais interesses académicos encontram-se ligados aos domínios da filosofia da educação, antropologia filosófica, e estética.

ISCTE FCT Portugal
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