Discursos sobre quem “ficou para trás”: representações sociais das patroas sobre as trabalhadoras domésticas
Resumo

A transformação de papéis de género operada no último século e ligada em grande parte à entrada das mulheres no mundo do trabalho coexiste com uma ideologia em que a esfera doméstica continua a ser representada como feminina (Crompton, 2006, cit. por Abrantes, 2012). O trabalho doméstico, tal como existe, realizado sobretudo por mulheres imigrantes com estatuto social baixo, implica a coexistência de disparidades nos processos de emancipação feminina, bem como de posições sociais ocupadas pelas mulheres estruturalmente contrastantes (Dias, 2010). O que se pretende na presente investigação é analisar as relações entre trabalhadoras domésticas e patroas das mesmas, mais especificamente as representações sociais que últimas constroem acerca das primeiras, que estratégias utilizam para distanciar as suas próprias identidades das representações que constroem acerca destas trabalhadoras, e de que modo estas representações resultam do cruzamento das categorias género, etnia, classe e ocupação profissional, compreendidas no contexto de processos dinâmicos e cumulativos de discriminação que se reforçam mutuamente (Dias, 2010).

Date de Início
2015-10-01
Date de Fim
2016-07-31
Informação transferida do Ciência-IUL
ISCTE FCT Portugal
W3C